sábado, 1 de julho de 2017

Homenagem ao psicólogo



Ser psicólogo,


é como estar sentado numa cadeira em frente ao mar,

sem estar sentado lá,


e acompanhar o movimento de quem está em frente,

como as ondas do mar,

que vão

e vem,


originam-se dos contrários,

quando a morte de uma

faz nascer outra

onda,


é cadeira vazia,

para oportunizar,

sempre permitir a opção de quem está a frente


é contemplar as nuvens instáveis

que alguma vez chove

alguma vez é branquinha

é alguma vez esgazeada,

é colorida,


é escutar gaivotas solitárias

gritando no céu bem alto

gritando

chorando

alguma vez

escutá-las bem de perto

ao pé do ouvido


é dar opção aos bilhões de grãos de areia

milenares

multiformes

a constituir-se

algum sustentáculo


ser psicólogo é grande desafio de crescimento de si

num auto polimento

que envolve magia e ciência


na eterna construção


de ser cadeira vazia

a contemplar

e interagir


ser psicólogo é somente ajudar

ao marujo

a lançar velas ao vento

a recolher âncora


e sobretudo

incentivar a eterna viagem da vida


sempre a continuar.


nos movimentos

do mar

sexta-feira, 22 de julho de 2016

TRANSTORNO DE ANSIEDADE

Neste grupo de transtornos mentais a ansiedade representa o sintoma principal ou a causa de outros sintomas apresentados pelo sujeito. Embora a ansiedade apareça em uma série de outros transtornos, nos transtornos de ansiedade, a ansiedade é o sintoma primário ou a causa primaria de outros sintomas enquanto em outros transtornos a ansiedade é decorrente de outros
problemas. Como por exemplo na depressão a ansiedade pode ser decorrente da crença que o sujeito tem, de que será punido por Deus porque não se sente digno de praticar a comunhão.
Ou como no caso do esquizofrênico que acredita estar sendo perseguido por espiões russos que querem roubar suas idéias. Nestes casos a ansiedade pode ser considerada como secundaria enquanto que nos transtornos de ansiedade é primaria.

A ansiedade é talvez a resposta mais comum ao estresse. Manifesta-se como uma desagradável emoção de apreensão ou medo de que alguma desgraça futura poderá ocorrer. A ansiedade pode ser entendida como ansiedade somática quando os sintomas fisiológicos do estresse, tais como as respostas de ativação do sistema simpático, são preponderantes. Pode ainda ser chamada de ansiedade cognitiva quando envolve sintomas como preocupação, sentimento de pressão, frustração e preocupações sobre fracasso. Quando a ansiedade se apresenta como uma característica relativamente duradoura no indivíduo ela pode ser chamada ansiedade-traço, mas quando ela é limitada a um momento ou situação particular, podemos chama-la de ansiedade estado. Cabe ainda diferenciar o que se entende por ansiedade do que se entende por medo. Ambos os termos refletem um mesmo sentimento, que quando se refere a uma ameaça da qual temos conhecimento podemos nos referir como medo, mas quando não sabemos o que está nos incomodando, referimo-nos como ansiedade.

Pesquisas atuais com Tomografia Computadorizada por Emissão de Positrons, tem permitido relacionar a ansiedade com os gânglios basais , que são um conjunto de estruturas grandes localizadas no centro do cérebro e que cercam o Sistema Límbico. Os gânglios basais estão envolvidos na integração dos sentimentos, pensamentos e movimentos bem como na modulação da motivação e dos sentimentos de prazer e êxtase. Quando os gânglios basais estão hiperativo os indivíduos podem sofrer de: ansiedade, nervosismo, ataques de pânico, sensação física de ansiedade, tendência para prever o pior, fuga do conflito, motivação baixa ou excessiva.
Holmes classifica os sintomas de ansiedade em quatro categorias:

 Sintomas de Humor: Consistem principalmente em ansiedade, tensão, pânico e apreensão. O sofrimento individual que advém da ansiedade tem o sentimento de condenação e desastre iminentes a partir de alguma fonte especifica ou desconhecida. Podem ocorrer ainda a depressão e irritabilidade como sintomas secundários, porque se originam da ansiedade.

 Sintomas Cognitivos: Refletem a apreensão e preocupação sobre a condenação que o indivíduo antecipa. Alem disso porque a pessoa está focalizada em desastres potenciais a pessoa não presta atenção aos problemas reais próximos; portanto é desatenta e distraída. Em conseqüência da focalizarão inapropriada da atenção, o indivíduo muitas vezes não trabalha nem estuda eficazmente, o que pode se somar às ansiedades.

 Sintomas Somáticos:
 Sintomas Imediatos: Consiste em suor, boca seca, respiração curta, pulso rápido, aumento de pressão sangüínea, latejo na cabeça, tensão muscular. (hiperventilação).

 Sintomas atrasados: Ocorrem quando a ansiedade é prolongada e consistem em; pressão sangüínea cronicamente aumentada, dores de cabeça, fraqueza muscular e sofrimento intestinal (má digestão, cólicas estomacais) podem se estabelecer. Tais sintomas refletem fadiga ou colapso do sistema fisiológico originando-se da estimulação prolongada.

 Sintomas Motores: è comum que os indivíduos ansiosos exibam impaciência, inquietação, atividade motora sem objetivo como movimentos rápidos com os dedos das mãos ou dos pés e respostas de susto exagerado a ruídos súbito.


CLASSIFICAÇÃO DE TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

Transtornos Fóbicos Estados de Ansiedade
Agorafobia Transtorno de Pânico
Fobia Social Transtorno de Ansiedade generalizada
Fobia Especifica Transtorno de estresse pós-traumático
Transtorno obsessivo-compulsivo
Transtorno de estresse agudo

 Transtornos Fóbicos:

 Definição: Fobias são medos irracionais de um objeto atividade ou situação especificas.
 Agorafobia: Medo de estar em ambiente público dos quais poderia ser difícil escapar se o indivíduo subitamente se tornasse ansioso.
 Fobia Social: Medo irracional do indivíduo de que se comportará de uma forma constrangedora e então será criticado pelos demais.
 Fobia especifica: Medo irracional em relação a um objeto ou situação diferente de multidão e critica pessoal. Ex: Avião, elevador, espaço fechado, barata, cachorro, sangue, etc.

 Estados de Ansiedade : A resposta emocional é difusa e não relacionada a qualquer situação ou estímulos particulares.
 Transtorno de Pânico: Breves períodos de ansiedade espontânea excepcionalmente intensa.
 Com Agorafobia: Entre os ataques o indivíduo fica freqüentemente ansioso em relação a possíveis ataques iminentes
 Transtorno de Ansiedade Generalizada: Envolve ansiedade persistente e geral que dura pelo menos um mês e não está associada a nenhum objeto ou situação em particular.
 Transtorno do Estresse Pós-Traumático: O principal sintoma é a reexperiência de um evento traumático, que pode assumir a forma de memórias dolorosas recorrentes do evento, sonhos ou pesadelos recorrentes sobre o evento ou flashbacks, em que, por algum período de tempo o indivíduo revive o evento e se comporta como se estivesse experimentando o acontecimento naquele momento.

 Transtorno Obsessivo-Compulsivo: Envolve obsessões ou compulsões recorrentes ou ambos.

 Obsessão: É uma idéia, pensamento, imagem ou impulso persistente que o indivíduo não consegue tirar de sua mente.
 Compulsão: É um comportamento realizado repetitivamente de modo esteriotipado.

 Transtorno de Estresse Agudo Envolve um período de ansiedade intensa com duração de aproximadamente um mês ou menos. Pode se originar de algum fator situacional ( ataque ,estupro) e se não tratado poderá levar ao transtorno de estresse pós-traumatico.

O Manejo e Tratamento da Ansiedade

As Representações Mentais:
Não temos acesso a realidade senão por intermedio de nossas “Representações Mentais” que é o modo através do qual interagimos com nosso ambiente físico e social. Nosso “Sistema de Crenças” contem portanto o universo de todas as relações que estabelecemos com nosso mundo vivencial. Neste sentido, o “Sistema Representacional” ou “Sistema de Crenças”, atua como um óculos, uma lente através do qual enxergamos nossa realidade. Ele é mais que um “Mapa” através do qual lidamos com o “Real”. Para cada pessoa, seu “Sistema Representacional” é a própria realidade.

O “Sistema Representacional” de uma pessoa é construído a partir de suas experiências vivenciais. Contem portanto o conjunto de todas as aprendizagens, consciente e inconsciente, que o indivíduo adquiriu ao longo de sua história de vida. Se os processos que ele utilizou para enfrentar as incontáveis situações de estresse de sua vida foram satisfatórios, ele poderá contar com um “Sistema Representacional” rico e extremamente útil. Caso contrario, se seu “Sistema Representacional” estiver muito empobrecido por distorções, eliminações e generalizações grosseiras, ele poderá se meter em grandes apuros e sofrer muitas limitações.

Os Pensamentos Automáticos Negativos:
São algumas maneiras através dos quais podemos empobrecer nosso “Sistema Representacional” Portanto é importante conhecer, desafiar e modificar essas maneiras habituais e limitadoras de construir-mos nossa realidade, para que possa-mos enfrentar ou lidar com muito mais facilidade os diferentes estresses com que nos deparamos quotidianamente.
A ansiedade e o medo, principalmente ansiedades e medos patológicos, são produzidos por estas maneiras limitadoras e defeituosas de se pensar nossa realidade vivencial. Neste sentido, os “Pensamentos Automáticos Repetitivos” são verdadeiros patógenos na formação de nossa consciência. Vamos conhecer alguns destes patógenos capazes de produzir muita ansiedade, medo e distorção de nossa realidade:
 Pensamento sempre/nunca:
Este pensamento ocorre quando você pensa que alguma coisa que aconteceu vai “sempre” se repetir ou que você nunca vai conseguir o que quer. Este tipo de pensamento está muito ligado a generalizações grosseiras, que é profundamente limitador e capaz de gerar emoções de medo e de tristeza. Pensamentos do tipo: “Ele sempre me diminui.”, “Ninguém vai telefonar para mim”, “Eu nunca Vou conseguir um aumento”, “Todo mundo se aproveita de mim”, “ Meus filhos nunca me ouvem”.
Estes pensamentos são muito comuns e é preciso estar atento para desafia-los e verificar se eles refletem realmente nossa realidade vivencial. Um único exemplo que o contrarie é capaz de faze-los desmoronar, como por exemplo: “Descobrir alguém que não está querendo se aproveitar de mim” ou em que situações “Meus filhos me ouvem”. Como na maioria das vezes, não temos consciência destes pensamentos automáticos, eles podem produzir grandes estragos em nossas vidas.

 Concentrando-se no negativo:
Consiste em ver só o lado ruim de uma determinada situação. Este tipo de pensamento automático, impede a pessoa de uma percepção mais ampla, que lhe permita descobrir aspectos favoráveis e positivos que equilibrem a situação. “O que mais importa, não é exatamente o que acontece com a gente. Más principalmente aquilo que fazemos com o que nos aconteceu”. A utilização das técnicas de visualização para se descobrir os aspectos favoráveis de uma determinada situação, pode ser uma de grande ajuda no combate a ansiedade.

 Previsão do Futuro:
Consiste em prever o pior resultado possível de uma situação que não aconteceu e que provavelmente jamais irá acontecer. A origem de muitos episódios de ansiedade podem ser encontrados nestes tipos de previsões negativas. Este tipo de pensamento é a base para a produção de profecias auto-realizadoras negativa. Ao prever que algo negativo irá acontecer, nós nos predispomos inconscientemente a fazer com que isto de fato venha acontecer

 Leitura da Mente:
Consiste na previsão do que os outros estão pensando ainda que eles não lhe tenham dito nada sobre o assunto em questão. A leitura da mente é uma das causas mais comuns das dificuldades nos relacionamentos interpessoais e pode produzir muita ansiedade e sofrimento. É também um grande obstáculo na construção de um repertório mais favorável de comportamentos assertivos.

 Pensando com suas sensações:
Consiste em acreditar em suas sensações negativa sem nem mesmo questiona-las. Por exemplo: “Eu tenho a sensação de que ninguém jamais confiará em mim”. Sempre que tiver uma forte sensação negativa, cheque-a. Procure as provas que existem quanto a estas sensações. Você tem razões verdadeiras para ter essas sensações? Suas sensações são baseadas em eventos ou coisas do passado? O que é verdade e o que é só uma sensação?

 Torturando-se com a culpa:
A culpa normalmente é imobilizadora e improdutiva, em vez de levar o indivíduo a canalizar seus esforços no sentido de corrigir o erro cometido ou aprender com o erro. Sentimentos de culpa acontece quando se usa palavras como: deveria, preciso, poderia, ou tenho de. Exemplo: “Deveria ter dito isto”. “Eu preciso passar mais tempo com minha mãe”. “Eu tenho que estudar mais”. A mente humana funciona principalmente guiada pelo principio do prazer, portanto se substituirmos as ordens torturantes de culpa por afirmações Eu quero, Eu desejo, É útil, será mais fácil de atingir nossos objetivos e aprender com o erro.
 Rotulação:
Consiste em colocar um rótulo negativo em si mesmo ou em outra pessoa. Os rótulos cristalizam uma característica na pessoa rotulada e o torna cego para perceber outros aspectos incoerentes com o mesmo. Exemplo: “frigido”, “tonto”, “arrogante”, “irresponsável”. Rotulos negativos são prejudiciais porque sempre que você chama outra pessoa de tonto ou arrogante, você generaliza essa pessoa em sua mente, e se torna incapaz de lidar com ela como pessoa única. Quando você coloca o rótulo em si mesmo, acaba assumindo uma identidade do qual se tornará escravo.

 Personalização:
Consiste em colocar em eventos inócuos um significado pessoal. Quase sempre consiste em estabelecer uma relação causal muito enganosa. Exemplo: “Minha amiga não falou comigo hoje. Ela deve estar brava comigo”. É impossível saber porque as pessoas fazem o que fazem, portanto como no caso da leitura de pensamento é importante aprender a ser assertivo. Outro aspecto importante é saber que na maioria das vezes as pessoas estão envoltas em seu próprios problemas.

 Culpar os outros:
Consiste em culpar outras pessoas por seus próprios problemas. A culpa é muito limitadora e imobilizadora, quando se culpa alguma coisa ou alguém, tornamo-nos vitimas passiva das circunstancias e incapazes de assumir-mos a responsabilidade de resolver a situação. O jogo da culpa prejudica o senso pessoal de poder e arruina a relação.

Os pensamentos automáticos negativos precisam ser combatidos com muita freqüência e intensidade para que se possa construir uma Realidade Representacional mais satisfatória que lhe permita uma melhor qualidade de vida. Tomar consciência destes pensamentos automáticos, desafia-los, substitui-los por outros mais saudáveis, usando os relaxamentos e visualizações, pode fazer com que nos tornemos pessoas melhores e mais felizes.


Referencias Bibliográficas
resumo do livro Daniel G. Amen
resumo do livro Holmes

Daniel G. Amen : Transforme seu Cérebro Transforme sua Vida, Ed. Mercurio, S P 2000.
Holmes : A Psicologia dos Transtornos Mentais, Ed. Artimed 1997.

TEXTO DO PROFESSOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLANDIA,MILTON VICENTE FERNANDES

terça-feira, 5 de abril de 2016

Um dia morrerei só
e me colocarão moedas sobre os olhos
para pagar o barqueiro
transportador de mortos a quem pagarei duas moedas
e irá me levar ao outro lado
e enquanto seu barco flutuar
comigo dentro e outros tantos mortos
 rumo ao desconhecido
 terei rara oportunidade
ao barqueiro dizer
enquanto ele no leme me olha e me ouve, frio, morto, sozinho
sabendo o destino de todos os mortos que eu não sei

-sabe barqueiro, hoje olhando a margem que fica para trás
posso afirmar-te que ventura é um dia
poder carregar na minha tela de memórias
 a casa onde eu morava
e silenciosamente poder lá voltar
e entrar no quarto da minha filha
e poder perceber seu mural de fotos sobre a escrivaninha
de seus muitos amigos e momentos
e lá no meio uma foto minha com ela
abraçando-a  em seu queixinho apertando
arrancando
 dela um sorriso de criança ,

e entrar no quarto de meu filho
 ver o móbile de balão voador
que um dia ele me pediu para dependurar
sob a luz de seu ventilador abajur
que faz vento e luz

sentir a ovelhinha estampada no pijama de minha companheira
que em noites de e sem lua
estavam lá a me olhar
a me sorrir e convidar
encostando no meu corpo preguiçoso

e poder ver o sofá da sala
amassado pelo uso de corpos
neles repousados que na tv assistiam
as pipocas e pedaços de biscoitos que as crianças teimavam em eternizar
em seus cantos


e contemplar
e ver a árvore que plantei
no jardim da frente
cheia de formigas que a sobem e que  descem
o muro descascado que a morte não  me deixou repintar
e mesmo que estivesse vivo não o faria

e o aquário vazio empoeirado
abandonado
e no baú de papéis os vários cartões de dias dos pais que recebi
dos filhos meus

tenho pena de ti barqueiro,
vives a transportar mortos que lamentam somente
sem nunca poder
preparar o café da manhã de teus filhos nem tentar tirá-los da cama em dia de aula
de segunda feira


és um desventurado
mesmo que trabalhas em um rio
rio que sonho viver
rio de ti
com todo este poder
nem murmúrio de teu rio consegues ouvir nem perceber
só levas ao inferno almas
nem ao menos conheces a borboleta azul das tardes que passei
junto ao meu avô
no rio de minha infância,pescando

pobre de ti
barqueiro

se eu fosses tu
me demitiria desta desalmada função
levaria ao inferno as almas do céu
 e levaria as almas do céu ao retorno da vida

tens sorte de me encontrar
e agora sabes da minha vida
ao menos um pouco
e talvez
consigas
perceber o que ecoa da vida de meu humano

não me importa aonde vou
o que farão ou farei de mim
mas valeu a pena
terem me colocado duas moedas sobre meus olhos
para pagar-te
valeu a pena morrer
para ao menos
estas palavras poder te dizer.














sábado, 5 de março de 2016

Miraporanga




Oh santa maria,
Não és Pinta nem Nina
Parado aqui em frente aos cacos de meu passado
Os tijolos grandes e as telhas feitas nas coxas, derrubados pelo tempo de quem não te quer, paredes sem rebocos e sem vida no chão dos insetos
Vejo que o passado não existe, mas provoca-nos.
Posso ver nesta mistura, os canudinhos recheados com doces de leite, as chegadas a noitinha naquela venda suja e escura com gosto de biscoito de polvilho, as paredes pintadas de verde escuro iluminadas com lâmpadas de 60W, os velhos antepassados quase muito queridos, agora despejados em seus mortos sepulcros.
Nas lembranças em meio a entulhos de construção
Era uma rua com grama sombreada de folhas secas, pétalas rosas de paineiras e ar fresco da manhã,
Agora, no local da grama há asfalto, e encontrei dois garis varrendo minhas folhas e pétalas rosas, das paineiras bucólicas, coletando meu passado.
Varreram de mim, mas me conservaram no meios do entulho do barracão derrubado, amontoado e confuso.



sexta-feira, 10 de julho de 2015

Resumo do livro de Teresa Robles do livro Terapia sob medida

um seminário de Jefrey K.Zeig
resumo do Professor da Universidade Federal de Uberlandia MG, Milton Vicente Fernandes

Segundo Zeig a hipnose, do ponto de vista estrutural, é uma maneira de embrulhar as idéias como se fossem presentes. É uma maneira das pessoas escutarem seus próprios bons conselhos. É uma forma de pegar as idéias, embrulha-las como presentes e apresenta-las ao paciente de forma bem atrativa, como algo valioso, para ajuda-lo a fazer brotar as potencialidades que estão escondidas. Todas as pessoas têm forças e recursos que desconhecem e o trabalho do terapeuta consiste em apresentar ao paciente idéias que lhe ajudem a chegar a algumas dessas potencialidade por si mesmo.

O Diamante Ericksoniano:

Ter uma meta


Utilização



Fazer sob medida Embrulhar para presente






Estabelecer um processo

• O primeiro principio se refere a ter uma meta, de modo que saibamos para onde levar a terapia. A meta também permite ao terapeuta saber se alcançou seu objetivo, se teve êxito.
• Uma vez que o terapeuta tenha uma meta, necessita de uma forma de embrulhar para presente. Pode faze-lo usando uma metáfora, uma história, hipnose, a prescrição de um sintoma, um símbolo, uma intervenção não verbal, a ilusão de alternativas, dentre muitas outras técnicas.
• Para que se tenha êxito, não basta ter uma meta e embrulha-la para presente. É necessário fazer a meta sob medida para o paciente, para que se encaixe dentro de seu estilo particular. Se aquele que presenteia oferece algo que tem um valor único para aquele que recebe, esse presente é muito mais significativo.
• Não basta ter uma meta sob medida e bem embrulhada para presente. É preciso estabelecer um processo no tempo, de maneira que o presente feito sob medida e bem embrulhado, não seja simplesmente entregue à pessoa, mas apresentado a ela com certa cerimônia para que tenha mais sentido.
• O ponto central no trabalho de Erickson é o conceito de utilização. Utilização significa que seja o que for que o paciente traga, usem-no: se o paciente traz um estilo de vestir, usem-no; se traz uma orientação religiosa, usem-na; se traz um problema, usem no; se traz resistência, também usem-na. Qualquer coisa que o paciente trouxer, pode ser usada. A utilização é como a fonte da juventude para os terapeutas. É talvez melhor para o terapeuta do que para o paciente, porque mantém o terapeuta vivo atento ao que está acontecendo a cada instante.

Categorias diagnosticas Zeig: Criadas para fazer a terapia sob medida.

Objetivos:

a) Como sinalização na estrada que nos diz como conduzir a terapia.
b) Como um recurso para utilizar tudo o que o paciente trouxer para a terapia. O paciente se apresenta como um “presente”, e traz um problema ou um sintoma como um “presente”.
c) Também pode ser uma maneira de motivar o paciente.


Categorias Intrapsiquicas Perceptuais:

1 – Interno X Externo:

Interno: Uma pessoa interna está mais voltada para os processos internos, fantasias, sonhos, sentimentos, é como uma tartaruga voltada para dentro.

Externo: Umas pessoa externa põe toda sua atenção no meio ambiente. Está bastante interessada em tudo que acontece ao seu redor. Está com vistas, ouvidos e tato voltado para fora. Ela parece mais um gato observando.

Atenção: Interna ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ Externa



2 – Focada X Difusa:

Focada: Uma pessoa focalizada só olha uma coisa de cada vez, focaliza uma só coisa intensamente como um raio laser.

Difuso: Uma pessoa difuso olha ao redor, percorre com o olhar, toma uma coisa daqui, outras de lá, um pouco de cada. Tem uma orientação difusa.

Orientação: Focada ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ Difusa



3 – Sistema sensorial predominante: Visual, Auditivo, Cinestésico.

Visual: A pessoa assimila o mundo com informações predominantemente visuais: imagens, cor, figura, fundo etc.

Auditiva: A pessoa assimila o mundo com informações predominantemente auditiva: Sons, harmonia, desarmonia, intensidade sonora etc.

Cinestésica: A pessoa assimila o mundo com informações predominantemente corporais, sensoriais, sensações táteis, gustativas, olfativas e de movimento.


Visual ¨ ¨ Auditivo





¨
Cinestésico


Categorias Intrapsiquicas de Elaboração:

4 – Linear X Mosaico:

Linear: Uma pessoa linear processa as coisas seqüencialmente de modo a atender a um pensamento linear ou lógico da situação.

Mosaico: Uma pessoa em mosaico elabora as coisas processando um pouquinho disso, outro pouquinho daquilo, e assim por diante.

Se estamos induzindo ao transe uma pessoa linear, podemos sugerir que ele relaxe sua cabeça , depois seu pescoço... relaxe seu ombro e vai se avançando as instruções de modo linear até que gradualmente, e de modo suave pode se avançar para instruções do tipo mosaico na forma de induzir, tal como: “Ë a medida que relaxa, não precisa trazer sua atenção aos sons desta sala...ao que sente tendo os pés apoiados sobre o chão... à posição do seu pescoço... às sensações de conforto que permanecem... às imagens de sua mente...”. No caso de uma pessoa em mosaico, começar com o estilo mosaico e ir se deslocando , bem lentamente até o estilo linear.
Se queremos fazer hipnose com uma pessoa linear podemos motiva-la dizendo: “Vamos fazer hipnose, por três razões: uma...duas... três...”. No caso de uma pessoa mais mosaico , a argumentação pode ser menos ordenada e mais em mosaico.

Elaboração: Linear ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ Mosaico

5 – Ampliador X Redutor:

Ampliador: Um sujeito ampliador amplia tudo o que observa. Ele olha um rato e vê um elefante. Qualquer sensação ou observação é altamente amplificada.

Redutor: Um sujeito redutor reduz tudo o que observa. Ele olha um elefante e vê um rato. Qualquer sensação ou observação é grandemente reduzida.

Se queremos apresentar hipnose a um ampliador dizemos: “Vamos fazer hipnose! Vai ser a experiência mais fantástica e maravilhosa que já teve em sua vida”. Más se estão apresentando hipnose a um redutor: “Olha, vamos fazer hipnose, provavelmente haverá duas ou três coisas que, quem sabe, lhe interesse um pouquinho... e alguma vez no futuro... sob certas circunstâncias...”. Ajustar-se ao estilo do paciente funciona muito bem porque estamos falando com a pessoa em sua própria linguagem experiencial.

Processamento: Ampliador ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ Redutor.



CATEGORIAS INTERPESSOAIS E SOCIAIS:


1 – Estrutura Familiar do Paciente:
A ordem que o paciente toma na sua família de origem, fornece indícios importantes sobre seu modo de funcionamento. É o filho mais velho ou único, do meio ou o caçula?
Os filhos mais velhos ou únicos, geralmente representam a maior parte dos terapeutas de sucesso, são os que mandam, estão acostumados a se encarregar das coisas, a cuidar dos outros, dos irmãos menores e, as vezes inclusive a cuidar dos pais. Por isso não é raro que elejam uma profissão onde continuem com o papel de tomadores de conta. Os filhos mais velhos ou únicos tendem também a ser mais intelectuais e mais tímidos. Para este tipo de paciente pode se dar este tipo de instrução: “Há algo que quero que cuide”.
Os filhos do meio tendem a ser mais rebeldes, mais amistosos, mais agregados, mais artísticos. Para estes pode se dar o seguinte tipo de instrução: “Quero que se deprima esta semana e tente encontrar uma forma artística de se deprimir”.
Os filhos caçulas tendem a ser mais conciliadores, a dividir as diferenças, a ser mais complacentes. A estes pode se dizer: “Quero que estejam deprimido esta semana e que o façam justamente na Quinta feira, das seis às nove da noite”. E eles vão seguir sua prescrição porque são de natureza complacente e, ao faze-lo tomam o controle sobre sua depressão.
Obviamente estes dados são estatísticos e não regras, portanto não são verdades absolutas. As diferenças culturais, diferenças em mais de cinco anos entre os filhos e uma série de outras variáveis tais como a presença de agregados na família, podem alterar estas expectativas.
Utilizando-se destas informações o terapeuta pode conduzir seu processo psicoterápico de forma mais condizente com os antecedentes de seu paciente e, portanto obter mudanças mais efetivas.

mais velho ou único ¨ ¨ do meio





¨
caçula


2 – Ambiente em que a pessoa cresceu ou foi educada:

O ambiente onde a pessoa cresceu e foi educada também fornece muita informação a respeito dela, em especial se a pessoa cresceu em um ambiente rural ou urbano.
As pessoas do ambiente rural tendem a ser orientadas para o futuro. Se ela quiser uma fruta ou um tipo qualquer de alimento, ela tem que preparar a terra, no momento adequado, e do modo correto para poder colher os frutos no futuro. Para induzir um transe neste tipo de pessoa pode-se começar a falar de imagens de campo. Intervenções de futuro também podem ser utilizadas sem uma elaboração mais cuidadosa.
As pessoas do ambiente urbano tendem a ser orientadas para o agora. Se ela quiser uma fruta ou qualquer tipo de alimento, ele sai de sua casa e compra. Para induzir um transe nesta pessoa, é mais adequado sugerir cenas urbanas, e de preferencia que tenham a ver com sua experiência vivencial. Para qualquer intervenção de futuro é necessário uma elaboração mais cuidadosa que prepare o terreno da intervenção.
Milton Erickson era de origem rural e tinha uma orientação de futuro, não é por acaso que a terapia Ericksoniana é uma terapia que se faz no presente com vistas ao futuro. É necessário estar atento ainda, para as mudanças socioculturais ocorridas nas ultimas décadas. Muito destas mudanças podem ter afetado o tipo de orientação mais freqüentemente adotada pelas pessoas de um ou de outro tipo de ambiente.

Ambiente: Rural ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ Urbano



3 – Intrapunitivo X Extrapunitivo:

Esta categoria tem a ver com a direcionalidade que o indivíduo dá para a culpa:

O Intrapunitivo é a pessoa que atribui a culpa de praticamente tudo que acontece a ele mesmo. “Ë minha culpa”.
O Extrapunitivo atribui a culpa a outras pessoas. “É sua culpa”.

Se uma pessoa intrapunitiva dorme alem da conta ela diz: “Como pude ser tão estúpido”. Más se for uma pessoa extrapunitiva ela diz: “Porque não me acordou?
Se estamos atendendo uma pessoa intrapunitiva, podemos lhe dar a seguinte sugestão: “Sua mente inconsciente pode observar todos os erros que comete, mas sua mente inconsciente não se engana ao desenvolver possibilidades interessantes”. Deste modo o problema (intrapunitividade) está sendo circunscrito para a mente consciente.
No caso de estar-mos atendendo uma pessoa extrapunitiva, temos que lhe dar algo para que possa ser extrapunitivo e satisfazer essa parte de sua personalidade. Pode se dar a seguinte Sugestão: “Você irá tirar todos os objetos de seu guarda roupa e depois guarda-los novamente do mesmo modo que estavam antes. Enquanto estiver fazendo isso sua mente inconsciente providenciará idéias interessantes a respeito da solução do problema que estamos trabalhando”. O paciente poderá chegar para a sessão seguinte dizendo: “Não fiz aquela tarefa estúpida que você me mandou fazer e a solução para o problema é a seguinte...”.

Direcionalidade : Intrapunitivo ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ Extrapunitivo
(da culpa)


4 – Absolvedor X Emissor, doador:

Esta categoria tem haver com o sentido mais freqüente do fluxo de energia emitido ou captado pelo paciente:

O Absolvedor: É a pessoa que freqüentemente capta ou recebe a energia das pessoas ou do ambiente no qual está inserido. Se estamos fazendo terapia familiar com uma pessoa absolvedora, pode-se sugerir: “Vamos fazer terapia Familiar, é maravilhoso! Verá como é interessante. Não tem que fazer nada. Só se senta, sua família fará todo o trabalho”.

O Emissor ou doador: É a pessoa que transmite, que doa energia para os outros. São pessoas orientadas para dar para gerar energia. Se estamos fazendo terapia com um doador podemos dizer: “Vamos fazer hipnose, não sei muito sobre isso, tentaremos fazer hipnose e você vai me ajudar a te ajudar”.

Direcionalidade : Absolvedor ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ Emissor ou
(da energia) doador


5 – Pesquisador, explorador X Autoprotetor:

Esta categoria tem haver com a direcionalidade da atenção ou do interesse da pessoa. Uma pessoa pode ser curiosa e se mover em busca da descoberta ou da exploração de seu ambiente ou retrair-se de forma defensiva. As duas direções são importantes para a proteção do indivíduo dependendo do contexto, entretanto o explorador tem mais chance de ser gratificado e de desenvolver um conhecimento mais amplo e favorável de seu ambiente.

O Pesquisador , Explorador: É aquela pessoa curiosa , interessada em conhecer as características e peculiaridade das coisas ou pessoas de seu meio ambiente. Sua atenção está permanentemente explorando as possibilidades a sua volta, freqüentemente em busca de gratificação.

O Autoprotetor: É aquela pessoa mais contida, reservada, que se distancia, atenta a tudo que pode desestabiliza-la ou gerar algum tipo de desconforto ou ameaça. Prefere a segurança e comodidade a qualquer aventura ou possibilidade remota de gratificação.


Direcionalidade : Pesquisador ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ Autoprotetor
( da atenção ) Explorador

6 – Dominante X Submisso:
Esta é uma das categorias mais importantes deste grupo, define quem está dominando ou submisso na relação. As posições dominantes e submisso se determinam nos primeiros segundos da interação. A relação de complementaridade é aquela em que uma pessoa está dominante e a outra submissa. É uma situação estável e não há nenhum problema. O outro tipo de relação é a simétrica. Uma relação simétrica é uma relação entre iguais e é instável. Um terceiro tipo de relação é a de metacomplementariedade. É a posição de se colocar submisso para estar realmente dominante.

Dominante é a pessoa que determina a relação, que dirige os rumos da conversa ou que determina o assunto a ser discutido. Algumas pessoas necessitam ser dominantes e gostam de estar nesta posição. Erickson sempre era dominante. Era como um guru sempre atento sempre dominante. Quando fazemos psicoterapia ericksoniana, queremos ser dominantes e, como as pessoas dominantes controlam e definem a relação, também induzimos papéis. A pessoa dominante induz papéis na que está submissa, seja de forma construtiva ou destrutiva. Se queremos ser terapeutas efetivos , temos que induzir os papeis mais construtivos possíveis em nossos pacientes; por isso necessitamos ser dominantes. Erickson estava muito atento aos primeiros instantes de uma interação e, nesse momento, tomava a relação a seu encargo e começava a induzir papéis construtivos. Quando o paciente está na posição dominante, a terapia é ineficiente.

Submisso é a pessoa que aceita e procura desempenhar o papel induzido pelo dominante. Sem essa aceitação é impossível que o paciente produza mudanças consideráveis em suas representações mentais e no modo como ele lida com suas dificuldades. A resistência no processo psicoterápico, reflete na maioria das vezes uma posição assimétrica que o terapeuta não conseguiu conduzir para uma relação de complementaridade com o terapeuta na posição dominante. Algumas pessoas gostam de estar submissa, tem de estar submissa e procuram controlar a situação a partir desta posição de metacomplementariedade. Os sintomas servem de exemplo como uma pessoa pode ficar dominante sendo submissa e portanto é importante usar tarefas ou diretivas para mudar o desequilíbrio de poder e induzi-lo a papeis mais construtivos.

Direcionalidade : Dominante ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ Submisso
( da condução )
7 – Visual, Auditivo, Cinestésico:
Esta é a mesma categoria que foi usada no grupo anterior e não tem nada a ver com estas que são relacionais e sociais. Só que agora o diagnóstico tem que ser feito a partir de informações visuais, tais como: como ela se senta, como posiciona sua cabeça, como movimenta seus olhos etc.



Visual ¨ ¨ Auditivo





¨
Cinestésico


8 – Qual de todas as categorias está mais desequilibrada?
Da categoria de três a seis qual está mais desequilibrada? Esta pessoa é mais intrapunitiva, ou mais absolvedora, ou mais emissora, ou mais pesquisadora, ou mais submissa?


Principais Aspectos Utilizados para Colher os Dados:

1- A descrição do problema, como a pessoa produz o problema?
2- A solução, como posso conseguir o oposto do problema?
3- O funcionamento interacional, sistêmico do problema?
4- Analogias?
5- Anzóis, quais os valores do paciente que podem ser utilizado para produzir as mudanças comportamentais (lidar com).
6- Como utilizar isso tudo para criar a terapia.



FICHA DE AVALIAÇÃO:
(CATEGORIAS ZEIG)

I - Categorias Intrapsiquicas e Perceptuais:

1 – Atenção: Interna ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ Externa.

2 – Orientação: Focada ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ Difusa.

3 – Sistema sensorial predominante: Visual, Auditivo, Cinestésico.

4 – Elaboração: Linear ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ Mosaico.

5 – Processamento: Ampliador ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ Redutor.



II – Categorias Interpessoais e Sociais:

1 – Estrutura Familiar do Paciente: mais velho ou único do meio caçula.

2 – Ambiente em que cresceu ou foi educada: rural ou urbano.

3 – Direcionalidade da culpa : Intrapunitivo ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ Extrapunitivo.

4 – Direcionalidade da energia : Absolvedor ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ Emissor.

5 - Direcionalidade da atenção : Explorador ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ Autoprotetor.

6 – Direcionalidade da condução : Dominante ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ Submisso.

7 – Sistema sensorial predominante: Visual, Auditivo, Cinestésico.

8 - Qual das categorias, da três a seis, está mais desequilibrada?
R: ____________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

Observações: __________________________________________________________
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