terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Desmistificando a ansiedade

obrigado Estêvão Camin por me ajudar a editar o vídeo.
Desfrutem!!

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

A educação e as redes sociais-conversa na tv paranaíba com Mõnica Cunha

SEGUE O VIDEO

obrigado Mõnica e equipe

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Metáfora do lago


Você sabe o que fazer
Pode fechar os olhos ou ficar com olhos abertos
saudavelmente
Peço que você imagine ou se sinta em um local com muita natureza
matas, árvores, flores, lagos, vento
se seu pensamento insistir em buscar a vida cotidiana
tudo bem
deixo-o ir para onde ele quiser
depois traga-o de novo para a natureza
a qualquer momento
delicadamente
então
permita-se ir de encontro a um lago qualquer
bem aí
dentro de você
fique perto deste lago
olhe para sua águas tranquilas
assente-se em sua margem
jogue uma pedra dentro d água e desfrute das ondas formadas, suavemente
olhe os animais ao redor que podem beber desta água
e depois aconchegam em alguma vegetação, protegidamente
é como se estas águas possuíssem a magia
de retirar energia ansiedade
e transmitir
calma
pássaros, lebres, esquilos
todos que bebem dali
se entorpecem protegidamente
e aninham-se
para se permitir relaxar, um pouco, não muito,ainda
então
você faz com suas mãos em forma de concha
e bebe ligeiramente um pouco desta água
ela vai a sua boca, seu estômago,
então
aquela cor azul ou a cor que você quiser
caminha por dentro de você
indo ao encontro de sua ansiedade
diluindo-a
acalmado-a
protegidamente
e um pouco de não sei o que inicia em você
talvez um adormecimento, talvez um anestesiamento, talvez somente uma distância
então você se recolhe para dentro de você
em forma de feto, ou com as mãos entre suas pernas
e por um segundo se solta, saudavelmente
entrando em contato com seu corpo, com você, com sua parte sábia, e se entrega a ela
bem devagar

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

A morte e quem ficou



Uma das caracteristicas da espécie humana, Homo sapiens sapiens, é que sabemos que a vida é finita. Após alguma idade sabemos que vamos morrer, mesmo que não haja razão para isto. E que os nossos queridos também se vão. E desde jovens começamos a verificar na prática aqueles que morrem primeiro.

Algumas religiões contribuem ou não contribuem para aumentar ou diminuir as dores desta realidade. As crenças variam desde a perpetuação da energia do ser, chamado espírito, alma ou espectro, até a esperança que retornaremos vivos no mesmo corpo, ou que seremos julgados por um ser superior de acordo com atos cometidos aqui e destinados a locais bons ou maus.

Os macacos não doam suas bananas com esperança de serem julgados bons aqui, e serem recompensados com uma enormidade de bananas após a morte. Mas o ser humano tem esta capacidade de abstrair e crer em algo etéreo. Isto tudo porque seu cérebro permite estas construções mentais. Já outros animais não. Assim construimos músicas, arte, literatura e até blogs rsrsrs.

Uma das emoções produzidas após a morte de alguém é a tristeza. Outra é a raiva. Alguns teóricos do assunto citam que passamos por algumas fases após grandes perdas: a depressão, a negação, a raiva e a aceitação. A depressão do luto é o desânimo tomando lugar, a tristeza, o isolamento. A negação seria a esperança de que aquilo não é real, que a notícia é falsa, que nada mudou. A raiva é a percepção de injustiça da situação, e frequentemente perguntas surgem como:
-porque ele que era saudável, que era jovem,que era bom. Por que isso aconteceu?
E no final o cérebro concebe e conseguimos nos adaptar sem aquela pessoa que morreu.

Esta fases não estão na sequência, e não possuem tempo para acabar. A fase luto demora de acordo com cada pessoa. Pode durar dias, meses ou anos. E você que está passando por esta fase não deverá se cobrar por isto.

Logicamente dependendo da personalidade da pessoa, esta reage de maneira mais catastrófica ou contida, podendo gritar ou se calar. Cada pessoa reage diferentemente. O importante é deixa-la reagir  como deseja.

As fases do luto citadas podem também acontecer todas num dia somente.

A concepção da finitude tem gerado poesia, músicas, rituais e de certo modo enriquece nossa subjetividade.

De qualquer maneira a melhor saída, seria você enriquecer sua vida fazendo o que te faz ser humano, reaproximando dos seus distantes, honrando quem se foi, iniciando seus projetos de vida, continuando seus projetos de vida, despedindo-se de seu querida.





sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Entrevista tv Paranaíba Psicólogo Clínico José Borges 1/1/2018

Começando o ano falando em saúde das emoções.
Obrigado Lujan, Mônica Cunha e Tânia pela oportunidade.

José Borges

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Empresas, psicologia e tecnologia



Qual a relação entre Ford, Skinner, e Jobs?

Talvez o grande erro, ou acerto, das empresas, seja esquecer quem é o ser vivo que trabalha em suas dependências.

Suas necessidades, facilidades e características, quando estimuladas, potencializam a eficiência do trabalho.

A espécie Homo sapiens sapiens é um ser que possui dentro do cérebro um compartimento, relativamente desenvolvido responsável pela produção de emoções. Perto dali também fica o centro de produção /armazenamento de memórias. Se isso é ruim ou bom, você leitor decidirá.

O que afirmo é que memórias são ligadas fortemente a emoções, sejam essas emoções de dor ou de prazer. Quando há um elo entre uma memória + uma emoção temos o potencial criativo, produtivo em favor de algo. Torna-se meu combustível de vida.

Esta ligação é do bem quando a emoção é prazerosa.

Algumas empresas são consideradas como maravilhosas no quesito EU QUERO TRABALHAR LÁ. Outras são relacionadas com a frase cômica NEM SE ME PAGAREM TRABALHO LÁ. E outras TANTO FAZ, DESDE QUE ME PAGUEM.
Por que? Pagam mais? Somente isso?

As empresas familiares possuem o tamanho do coração e inteligência  emocional do dono. Se este tem cabeça de industrial vai ter peças produzidas de qualidade ótima. Se este possui a cabeça de gestor além das peças produzidas, ele vai cuidar também do cérebro dos funcionários e clientes. Trabalhar em empresa de um gestor é trabalhar em um organismo vivo, que pensa, cria, debate, marqueteia, oportuniza e também goza.

Muitas vezes a contratação de diretores ou gerentes traz as experiências destes para dentro da organização. Há uma hibridação do processo produtivo e de gestão de pessoas, que pode ficar mais reducionista ou mais orgástico. Depende do tamanho da cabeça do bípede com encéfalo contratado.

Já empresas maiores possuem suas missões e valores, gestões e regras, mais profundamente enraizadas por décadas, que foram enxertadas pela história dos tempos, pelos diretores contratados, revoluções e tudo mais. Nelas temos os departamentos de RH ou como queiram chamar, os endomarqueteiros que dão um tom de organismo vivo ou simplesmente de verniz de boneca de porcelana.

Não importa onde você está, e sim onde quer chegar, o quanto de energia humana queira colocar na sua instituição. Se foi feita muita bobagem você poderá chorar, arrepender e dedicar-se aos gráficos de lucros. Ou poderá realmente se dedicar a construir o motivo de orgulho de sua vida mais os lucros, of course.

Não quero complicar seus sonhos, mas a cada dia, mais e mais o cérebro do "pós 20 anos geração Z" se configura de acordo com as revoluções tecnológicas, e estas esculpem os estímulos nervosos cerebrais. Acredito que alguns paradigmas psicológicos cairão por terra. A psicologia não acompanha a Samsung ou a Motorola, nem o Google. Eles são mais velozes e serão os artistas plásticos dos cérebros da geração nascente. Já havia pensado sobre isso?


Modelos teóricos que explicam e lidam com comportamento humano serão revistos e modelos de gestão de empresas/administração  se reorganizarão em breve, oriundos da vida atual, nascidos da revolução tecnológica. A pergunta como encantar pessoas será mais dificilmente respondida.

Anos atrás, eu carregava meu mundo em meu sistema  cerebral de memórias. Agora carrego num cell phone.

Antes a ansiedade era produzida por estímulos conhecidos. Hoje não sabemos se temos os mesmos impactos. A falácia de que excesso de informação produz ansiedade é certa na minha geração, mas não sabemos se isso se aplica à geração de agora. Novas pesquisas são necessárias.

Aparelho novo, cérebro novo, vida nova.

Informação quase infinita, instantaneidade dos fatos. Cérebros novos, vida nova.

Empresa nova?

O desafio está lançado, a pergunta agora é: e agora José?...



José Borges da Silva Filho



terça-feira, 2 de janeiro de 2018

MANHÃ TOTAL - Morte: é preciso falar sobre ela (Participação José Borges)



"Morte! Não gostamos de falar sobre ela, preferimos deixar para sempre esse assunto mara depois. Um medo quase comum entre todos nós. Mas a única certeza que temos é a morte. E para falar sobre ela, Mônica Cunha recebe o psicólogo, José Borges e a doutora em envelhecimento, Geni Araújo. Confira!"

Fonte: TV Paranaíba

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

8 insights sobre redes sociais



Não adianta você lutar contra e dizer que seu filho não sai da internet, das mídias sociais. Vai ficar pior.

Pondero algumas situações:

1- O cérebro desta geração que trabalha com tablet, computador celular desde os 2 anos, como minha sobrinha, é diferente do meu. Esta geração teve outro estímulo e as conexões nervosas se fizeram de outra maneira. Eles possuem outras habilidades do que eu. E o mundo tecnológico vai continuar evoluindo.

2- O ser humano é um ser emocional por natureza. Seu sistema límbico tem capacidade de fabricar emoções como em nenhum outro mamífero. Isso nos permite o envolvimento em tudo aquilo que nos provoca afeto. As mídias sociais provocam muitos afetos e emoções. As empresas possuem equipes treinadas para provocar afetos e te cercar de "amigos"que pensam igual a você, como no Facebook. As postagens de pessoas que se parecem com suas postagens aparecem em sua tela. Eles te enviam  para você compartilhar dos aniversários de amizades. É tudo muito fácil e bonito. As pessoas se entusiasmam  com isso e de vez em quando assistimos muitos "eu te amo" por aqui e acolá. Muitas vezes, não é das pessoas que gostamos, mas daquilo que elas representam.

3- A geração Z ou aquela que veio depois dela, aprendeu a se relacionar com pessoas distantes fisicamente delas. O filósofo Platão já dizia antes de Cristo que o verdadeiro mundo é o mundo das ideias, e não o mundo físico, concreto. Isso explica porque uma pessoa de outra cidade é meu amigo , me provoca afeto, já o meu vizinho de apartamento, nunca fiquei 3 minutos conversando com ele. O SER HUMANO TEM A CAPACIDADE DE ABSTRAIR, criando algo subjetivo a partir do seu mundo real.

4- Com a mídia social os histriônicos tiveram oportunidade de serem super histriônicos por meio das postagens, fotos, e histórias contadas. Os dependentes e/ou evitativos tiveram oportunidade de se mostrarem mais, pois estão protegidos pela tela de seu notebook. Mas observo que isso não os ensinou a possuírem maiores enfrentamentos (observação clínica). Na hora do enfrentamento real, as crenças desadaptativas continuam. No entanto, vejo um benefício já que eles podem treinar conversar pelo aplicativo, diminuindo sua ansiedade.

5- Os adolescentes que antes se camuflavam nas tribos para realizarem sua "passagem", de criança ao adolescente, agora podem também fazer parte das tribos infinitas da globalização. Percebe-se que as tribos agora possuem muitos chavões que considero positivos como: empatia, justiça, igualdade. Então percebemos muitas revoluções que começaram a partir desses escudos. As tribos virtuais talvez possuem  maior força pois sabem arrebanhar seguidores, marcar encontros com uma força muito forte.

6- Está ficando cada vez mais próximo de nós "o mundo inteiro",  pois como muitos viajam, e muitos mostram suas experiências ao vivo por onde passam, postando, e ainda fazem resenhas destes locais, o mundo ficou pequeno, e eu diria sem graça. A maior parte dos locais já estivemos ali, mesmo que pela net, vendo um vídeo. Mas a facilidade de se planejar e de se ir ficou tremendamente melhor.

7- As pessoas da geração baby boomer (pessoas de 50 a 60 anos hoje)  foram educadas e instruídas com a noção de que ficar horas em frente o computador era prejudicial a saúde. Mas hoje, praticamente somos tão dependentes desse instrumento quanto somos da energia elétrica. Fico aqui pensando que pessoas expostas a 10 horas diante de um computador hoje em dia provavelmente já não produzem tanto estresse (cortizol+ adrenalina) quanto as gerações que nascem agora. Isso precisa ainda ser testado. Calculo que a ansiedade de ficar muito tempo em frente à tela buscando informações no Google, trabalhando Excel, também não deve produzir o mesmo estresse ao que as gerações anteriores que tiveram que se adaptar. Aquela velha teoria que isso traz muita informação e a super informação é prejudicial também precisamos testar.

8- Considero que o retorno à vida de 30 anos atrás como impossível. Contudo, eu estimularia os pais a desfrutarem de algo simples com seus filhos além de lhes proporcionar a tecnologia. (Acho que é vício meu da geração baby boomer.) A natureza sempre despertou nas pessoas endorfinas salutares. Eu recomendaria o contato com plantações (plantar um pé de alface dentro de um pet de refrigerante por exemplo), passar horas em jogos de tabuleiro com os filhos, passear em bosques, acampar, pescar, fazer e soltar pipa, programar um tempo para conversar comendo sanduíches em praças e quiosques simples, ensinar as crianças a cozinhar, a lavar os alimentos, acordar cedo e ver o nascer dos pássaros, andar na chuva, subir em árvores, comer fruta e etc, etc.

Muitas descobertas e conclusões ainda acontecerão num mundo onde do início ao final do tempo que levei para escrever este texto, avanços enorme já aconteceram, e nos tornamos obsoletos.

José Borges da Silva Filho


Video para relaxamento

Fiz este vídeo para promover em sua vida um pouco mais de paz e serenidade.
Obrigado por estar aqui.

Jose Borges

Metáfora terapêutica Pingo de Chuva

Uma boa estória nos faz pensar sobre o movimento da vida.
Como hoje é dia 01/01/2018, envio a vocês este convite,
um presente embrulhado numa estória,
a vida de um pingo de chuva.



© TERAPIA E VIDA
Maira Gall